O mês de março está repleto de datas marcantes no meio cultural. Março é didicado à Mulher(08), à poesia(14), à luta contra a discriminação racial(21), ao teatro e circo(25) e ao aniversário de Salvador(29), entre outras. Todas serão comentadas com mais detalhes oportunamente.
Hoje vou contar um pouco da história do Dia Internacional da Mulher que será comemorado amanhã, 08 de março, e desde já envio o meu abraço carinhoso a todas as mulheres que, na luta do dia-a-dia, estão conquistando o seu espaço na sociedade com dignidade e respeito. Acredito que Amor e Liberdade é a combinação perfeita para a Mulher Atual.
HISTÓRIA | O Dia Internacional da Mulher foi criado em homenagem a 129 operárias que morreram queimadas numa ação da polícia para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos. Essas mulheres estavam pedindo a diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade. Isso aconteceu em 8 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
É longo o caminho das mulheres em busca de respeito à sua dignidade pessoal, social e profissional. Longo, mesmo. E, isto, vocês podem perceber clicando em “As mulheres fazem a história”.
No fim do século dezenove, na Inglaterra, mulheres sozinhas, sem marido, eram consideradas um problema social. Parece mentira, não? Mas não é. Naquela época a mulher era vista como um ser esquisito e o tal probleminha social, na verdade, não passava de uma preocupação política com o mercado de trabalho. O censo inglês da época contava muito mais mulheres solteiras do que homens, ocasionando um alarme entre os detentores do poder econômico.
Chegou-se a cogitar a emigração de mulheres para as colônias – onde sobrava homem -, para que elas pudessem exercer a sua função de fêmea, apenas para completar e embelezar a vida do homem e não em se preocupar com carreira ou em ganhar seu sustento.
As feministas, por sua vez, tinham uma posição bem mais prática sobre a questão. Para elas, o excedente de mulheres disputando vagas no mercado de trabalho deveria ajudar a sociedade a refletir sobre as políticas sociais que lhes fechavam a porta para o ensino superior, para o voto e para as oportunidades profissionais e de desenvolvimento do seu potencial humano.