Nos dias chuvosos do mês de maio em Salvador que tal uma visita ao Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória? É importante prestigiar a exposição “A Bahia na Época de D. João e a chegada da Corte Portuguesa na Bahia”, uma mostra de grande valor cultural pelo seu conteúdo e riquíssima na iconografia revelada através de desenhos, gravuras e pinturas de artistas e viajantes estrangeiros que visitaram a Bahia nas primeiras décadas do séc. XIX.
Ingresso: R$5 e R$2,50
Aberto de terça a sexta, das 14h às 19h; sáb e dom, das 14h30 às 18h30
Até o dia 1º de junho.
Tel.: (71) 3117-6902
O MAB integra o conjunto de museus da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Na opinião da curadora da mostra e diretora do MAB, a museóloga Sylvia Athayde, “com este trabalho o museu cumpre o seu papel histórico como agente de desenvolvimento educacional, ao se associar às comemorações dos 200 anos da transferência da família Real portuguesa para o Brasil, oferecendo ao público uma exposição que busca retratar este importante momento, que iria marcar para sempre a História do Brasil”.
História: O principal enfoque desta mostra é o de trazer à tona a chegada do Príncipe Regente D. João e a sua trajetória na Bahia, durante os trinta e quatro dias que a cidade de Salvador foi a capital do Reino – conta Athayde, lembrando que a Família Real se hospedou na residência do governador, no Paço Municipal, na casa que é hoje, o Palácio Rio Branco, local onde D. João tomou medidas que iriam mudar o destino do Brasil. A mais importante delas foi a assinatura da Carta Régia da Abertura dos Portos do Brasil às Nações amigas, no dia 28 de janeiro de 1808, o que representou o fim de um monopólio que durou 300 anos.
No pouco tempo que ficou em Salvador, D. João foi generoso com empresários e comerciantes da colônia, como informam os registros do Arquivo Público da Bahia. Os documentos registram condecorações e títulos de nobreza concedidos pelo Príncipe de Portugal, a criação da Escola de Cirurgia, a Faculdade de Medicina, a primeira do Brasil, cujo significado foi o fim da restrição do Governo Português à existência de cursos de nível superior no Brasil colônia.